domingo, 17 de fevereiro de 2013

Trem de Doido

Trem de Doido - Lô Borges

Noite azul, pedra e chão 
Amigos num hotel 
Muito além do céu 
Nada a temer, nada a conquistar 
Depois que esse trem começa andar, andar 
Deixando pelo chão 
Os ratos mortos na praça 
Do mercado

Quero estar, onde estão 
Os sonhos desse hotel 
Muito além do céu 
Nada a temer, nada a combinar 
Na hora de achar meu lugar no trem 
E não sentir pavor 
Dos ratos soltos na casa 
Minha casa

Não precisa ir muito além dessa estrada 
Os ratos não sabem morrer na calçada 
É hora de você achar o trem 
E não sentir pavor 
Dos ratos soltos na casa 
Sua casa.